Friday, December 26, 2008

As pessoas gostam de fazer filas

Sunday, December 14, 2008

acho-te pouco discreta, (mas pouco arrogante), pouco sentimental (queria dizer muito) e pouco ciumenta. Se dizes é porque tens de dizer, e se não dizes deixas-me com a maior curiosidade. Pensas que o teu cigarro te dá presença?: enches-te dele. penteias-te com um ar vago de alguém que se está nas tintas. E sorris para mim sempre com a mesma intenção.
Lotaria de Natal. Compre, pode ser que fique rico. Faça amor à lareira. Rasteje à porta do seu banco. Passe num sinal vermelho à espera que um camião lhe passe em cima - Seja feliz, viva.



Um minuto e meio de calma. Vamos todos pensar nos oceanos ao mesmo tempo! Imagina que o saco de plástico que atirou para o chão, o mês passado, matou, ontem, um animal marinho?

Obrigado, Susana.

Sunday, December 7, 2008

quatro noites com anna

Sim, nos primeiros minutos sentimos a humidade fria do interior da Polónia, sim, O que estou aqui a fazer?, sim, Estranho, para onde foram as pessoas bonitas?.

Depois, não. Quatro noites com Anna dá-nos tudo para não gostarmos dele. Mas depois é impossível não sentir por ele uma enorme compaixão. Sentir a pena saudável de um "coitado" que não faz mal, porque, coitado... Embora não se suporte o cheiro dele, passa-se a torcer para que ela o encontre e o perdoe, e goste dele, e concretize os sonhos da avó, e sorria com as limpezas, a atenção e o anel.




A língua não é importante.

Thursday, November 20, 2008

preciso de um saco de água quente para pôr dentro da cama e depois ter calor

Monday, November 17, 2008

maxime, beach house + jana hunter

CENÁRIO: paredes vermelhas e candelabros de cristais: MAXIME
16 de novembro de 2008
PERSONAGENS: jana hunter e beach house. (1. óculos fundo de garrafa, uns quantos acordes, esfera íntima em palco, exposição de segredos) (2.guitarra, teclas, botões, bateria, camisas de flanela aos quadrados, rapazes de cabelo preto com risco ao lado, uma voz feminina (a voz feminina), "naked women walking on the stage")





"first we depress you, than we confuse you, than we depress you"
não, lamento desiludir, mas não foi depressão que transmitiram. muito pelo contrário: uma beleza sussurrada em altos decibéis, canções fortes, belas, que nos entornam numa outra realidade e nos estiolam. em pedaços de algodão (doce)

queria mais, ficar sentado a ouvir toda a noite. a beleza mexe. obrigado

blindness

e se amanhã abrisse os olhos e visse apenas uma mancha branca. nenhuma outra cor. e se aos outros com quem tive contacto, o mesmo acontecesse. nenhuma outra cor. e de repente, ninguém mais no mundo visse, excepto a bonita mulher de um médico oftalmologista. e se toda a natureza escondida dos homens subisse à tona da pele e pudéssemos sentir o bondade e a maldade como coisas físicas, sensíveis ao tacto. o injusto. a sobrevivência.

blindness

Tuesday, November 11, 2008

crise financeira

Abram mão do faqueiro de prata. Não há leituras a fazer. Nem jornalismo.

Monday, November 10, 2008

sonhos-de-obama-à-branca (culinária)

blá blá blá, o sonho, blá blá blá, o meu sonho, blá blá blá, o nosso sonho, blá blá blá.

Realizamos? Realizámos? Estará agora tudo feito?

- Obrigado América!
(Porquê?)


Senti-me, pela primeira vez, a viver realmente a História. Senti, pela primeira vez, aquele bichinho do tempo que nos faz ter orgulho dele.

- Sou deste século, com todo o gosto, sou deste século, obrigado.

- Há lições?



Altera-se um estado, uma visão. Dá-se uma mudança. Obrigado.
experiência-liberdade-ficção
Nada tenho a acrescentar.

Obrigado. É bom o ar deste tempo.

Sunday, July 13, 2008

ondjaki

Abro Quantas Madrugadas tem a noite e fico colado desde as primeiras páginas. Não é só uma lufada, mas todo um vendaval de ar fresco. É mesmo assim... escrever como se fala, falar como se escreve. Histórias de um homem para outro homem, a rapidez do discurso e a loucura da história, os nomes das personagens, as suas características; tudo misturada para nos levar numa viagem tropical para beber num só golo... não me atrevo a recontar nada do que ali vem escrito. O melhor mesmo é abrir o livro e ganhar um bocadinho de sotaque!